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engenharia1 31jul

Coisas que todo estudante de engenharia deveria saber

por Eduardo Cavalcanti

Não podemos reclamar do nosso curso, que é muito rico em informações e aprendizados, porém,  com o tempo notamos que somos influenciados de certa maneira, sem perceber durante o curso.

Existem coisas que se eu soubesse quando entrei na faculdade, com certeza teria tido algumas discussões com alguns professores, além de ter uma postura diferente ao longo do curso todo.

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1. Matérias úteis porém sem estímulo para os alunos

Nos primeiros 2 anos de curso, basicamente todas as áreas aprendem as mesmas matérias, porém realmente iremos utilizá-las?

  • Cálculo I, II, III, IV
  • Geometria Analítica
  • Álgebra Linear
  • Física I, II, III
  • Dentre outras

Será que é mesmo necessário aprendermos essas matérias, onde iremos utilizar em campo? Essa é uma pergunta que praticamente todo estudante de Engenharia faz, porém hoje eu posso responder que sim, é interessante que cursemos tais disciplinas, pois o objetivo delas é obter raciocínio lógico, rápido e prático, e além disso, com certeza nós iremos utilizar algo que vimos nessas disciplinas mais pra frente no curso, e dependendo da sua área de atuação você poderá utiliza-las frequentemente (Engenheiro Calculista, por exemplo). Mas é claro, com certeza aprendemos bastante coisa que nunca mais iremos ver, será praticamente inútil.

2. Disciplinas praticamente inúteis

Certamente eu cursei no mínimo 10 disciplinas que foram inúteis, que não contribuíram em nada para minha formação. Apesar delas terem nome, categoria, e propósito bom, às vezes não são tão interessantes para nós.
Posso exemplificar com a disciplina Introdução a Engenharia, que apesar do nome, foi “só mais uma”, e uma matéria em que você nem precisa estudar muito para a prova, apresenta um seminário e ainda fecha com média alta. Claro, posso estar errado ou então não ter acertado na escolha do professor, mas creio que não foi nem um pouco contribuinte para minha formação, além disso, já conversei com diversas pessoas sobre a disciplina em questão, e não encontrei nenhuma opinião divergente da minha. E para você? Qual a sua opinião? Outra disciplina que posso citar claramente como sendo inútil para diversos cursos é “Informática para Engenharia”, disciplina em que eu aprendi algo bem básico sobre programação, porém eu não curso Engenharia da Computação, e sim Engenharia Civil. Pode-se dizer que eu vi rapidamente conceitos da linguagem C e nada mais. Na época indaguei o professor qual a razão de estarmos cursando aquela disciplina e ele me disse: “Olha, você pode precisar desenvolver um software para te auxiliar em algum projeto no futuro”. Concordei com ele por respeito, porém algo é óbvio, pelo menos pra mim, que se eu precisar criar um software eu vou buscar no mercado um profissional que trabalhe na área, que tenha capacidade de desenvolver algo de qualidade, e que não venha a dar problemas ou resultados divergentes fazendo com que eu possa colocar em risco a obra ou projeto em que estou trabalhando.

3. Disciplinas incompletas

Posso afirmar com muita convicção que, durante o nosso curso algumas disciplinas são completas, e incompletas até demais. Disciplinas estas, que serão muito importantes para a nossa formação e as universidade pecam, e quando você procura o diretor do curso ele diz: “Você pode procurar um curso bom fora daqui, se quiser eu posso até te indicar alguma escola técnica”, e aí novamente eu concordo por respeito, mas não dá para continuarmos “engolindo” dessa forma. Você teve uma boa base de AutoCAD DENTRO da universidade? Pois bem, eu não tive e não conheço ninguém que teve, e, apesar de discordar da idéia procurei fora de lá, onde até um curso online é melhor… Poderia ficar 12 horas aqui escrevendo sobre disciplinas incompletas tanto em Universidades Públicas quanto em Universidades Particulares, mas creio que eu já consegui transmitir a mensagem pra você!

Esses dias li uma frase que me chamou a atenção, e que não é nada mais que a pura verdade:

“Será que os cursos do SENAI são melhores do que os laboratórios da minha faculdade?”

4. Não aprendemos a ser empregadores, empreendedores, mas sim a sermos empregados

Alguma vez algum professor seu já falou algo do tipo:

  • Quando você for um empresário…
  • Quando você tiver a sua empresa…
  • Você poderá implantar certa coisa com seus funcionários…

Já? Não? Eu nunca ouvi algo do tipo. Porém, é muito comum ouvirmos:

  • Quando você conseguir um emprego em uma multinacional..
  • Quando você for empregado de uma grande empresa…
  • Quando seu chefe lhe pedir certo prazo…

Claro, não iremos sair da Universidade e abrir uma mega-empresa e ficar rico, quem acha isso está se iludindo. Precisamos adquirir experiência profissional e “ralar” muito para atingirmos o sucesso, porém, pare pra pensar, CADÊ a motivação? Nossa formação é muito limitada, se pensarmos por este lado, parece que a nossa cultura não permite que ensinemos a empreender, investir, arriscar, somos formados para sermos empregados. É claro, você pode se dar muito bem em uma empresa grande, e nem todos conseguem atingir o sucesso máximo abrindo uma empresa, pois caso isso acontecesse a concorrência seria enorme, já imaginou cada colega sendo o dono de uma grande empresa, indústria, construtora…?

5. Não espere se formar para…

Finalizando, deixo aqui algumas dicas para você que ainda está graduando…
Não espere se formar para:

  • Estudar para concursos
  • Estudar outros idiomas (Inglês, pelo menos né?)
  • Fazer cursos no SENAI ou em outra escola técnica
  • Aprender um software gráfico
  • Aprender a abrir uma empresa, empreender, investir, arriscar
  • Aprender a a fazer projetos
  • Descobrir que seu curso é bom apesar de incompleto
  • Descobrir que você é melhor do que você se auto-julga
  • Descobrir que o sucesso não vai bater na sua porta, e você não vai obtê-lo nas baladas de quinta a domingo…

 

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Conteúdo original ® Blog da Engenharia

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