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Evento destaca oportunidades e desafios para a Engenharia no sul da Bahia

A região sul da Bahia, conhecida pela histórica produção cacaueira, agora ganha um novo perfil socioeconômico com a chegada de grandes obras de infraestrutura. As importantes intervenções incluem a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), a construção em andamento da Ponte Ilhéus-Pontal e a dragagem concluída do Porto de Malhado, por onde chegaram os primeiros trilhos da Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol).

Para o diretor do Senge BA,  o engº eletricista Adinailson Guimarães, não há dúvidas de que se abre uma forte demanda de profissionais da Engenharia no interior do Estado. ” As pessoas que saíram do interior terão chance de retornar para trabalhar na sua região de origem. Temos ainda a expansão das universidades, como a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), que além da oportunidade acadêmica, demandará mão de obra para a construção do campus”, ressalta.

O assunto foi amplamente abordado durante o IV Seminário de Engenharia do Sul da Bahia, realizado nos dia 12 a 14/11, pelos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Ambiental da FTC Itabuna em parceria com a MIX Tecnologia e CREA – Itabuna. Com o tema “Difusão de Tecnologias Alternativas para o Desenvolvimento Regional”, o evento reuniu mais de 570 pessoas, entre estudantes, professores, profissionais e empresas do setor de engenharia da Bahia e de outros Estados.

De acordo com o professor Flávio Leopoldino, um dos organizadores, o seminário foi mais uma oportunidade para o enriquecimento da formação profissional dos alunos, pois se constituiu em um espaço para troca de experiências e intercâmbio de informações.  O evento contou com o patrocínio da CONCREMASSA, Pedreira União e o Senge BA. Também recebeu apoio da Geotest, SIKA S.A., AXIS Engenharia, IBRACON, Lannylas e Gravcort.

Políticas Públicas -  Também foram destaques no evento as políticas nacionais de Gestão de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida na Lei nº 12.305/10, e de Saneamento Básico (PNSB),  Lei nº11.445. O tema foi abordado pelo chefe de gabinete do Crea BA, engº Herbet Oliveira, que apresentou o Projeto Sanear, desenvolvido pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em cooperação técnica com o Crea BA.O projeto foi criado com o objetivo de auxiliar os municípios no atendimento ao disposto na lei 11.445, que torna imprescindível para liberação de recursos federais, a partir de dezembro de 2015, a existência de Planos Municipais de Saneamento Básico.

“Em fevereiro desse ano, o Crea-BA e a Funasa assinaram um convênio de cooperação técnica que prevê a capacitação e assessoramento técnico de 50 municípios baianos com população inferior a 50 mil habitantes. Desde então, vêm sendo realizadas atividades preparatórias para traçar as estratégias para planejar e executar as ações de comunicação, logística e os procedimentos para a elaboração dos planos”, diz Herbert.

De acordo com ele,  as visitas dos técnicos aos 50 municípios contemplados com o programa iniciaram no dia 22 de setembro. O primeiro contato tem como objetivo reunir com prefeitos, secretários e equipes e definir a composição dos comitês municipais, além de definir as contrapartidas das prefeituras e a logística para realização do trabalho.

“As prefeituras devem criar e executar os seus Planos Municipais, tanto de Gestão de Resíduos Sólidos, como de Saneamento Básico e de Mobilidade Urbana. Sabemos, no entanto, que muitas cidades não conseguem elaborá-los. As gestões municipais têm sido alertadas sobre a contratação dos profissionais de engenharia para a realização desses projetos. Além dos projetos básicos e executivos de engenharia”, fala Guimarães.

O diretor do Senge BA alerta ainda sobre a necessidade de engenheiros capacitados para a elaboração dos planos. “As instituições de ensino superior precisam dispor de uma grade curricular que  prepare engenheiros a trabalharem com esse tipo de projeto”.

Por Tanara Régis / Senge BA

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Evento destaca oportunidades e desafios para a Engenharia no sul da Bahia

A região sul da Bahia, conhecida pela histórica produção cacaueira, agora ganha um novo perfil socioeconômico com a chegada de grandes obras de infraestrutura. As importantes intervenções incluem a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), a construção em andamento da Ponte Ilhéus-Pontal e a dragagem concluída do Porto de Malhado, por onde chegaram os primeiros trilhos da Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol).

Para o diretor do Senge BA,  o engº eletricista Adinailson Guimarães, não há dúvidas de que se abre uma forte demanda de profissionais da Engenharia no interior do Estado. ” As pessoas que saíram do interior terão chance de retornar para trabalhar na sua região de origem. Temos ainda a expansão das universidades, como a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), que além da oportunidade acadêmica, demandará mão de obra para a construção do campus”, ressalta.

O assunto foi amplamente abordado durante o IV Seminário de Engenharia do Sul da Bahia, realizado nos dia 12 a 14/11, pelos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Ambiental da FTC Itabuna em parceria com a MIX Tecnologia e CREA – Itabuna. Com o tema “Difusão de Tecnologias Alternativas para o Desenvolvimento Regional”, o evento reuniu mais de 570 pessoas, entre estudantes, professores, profissionais e empresas do setor de engenharia da Bahia e de outros Estados.

De acordo com o professor Flávio Leopoldino, um dos organizadores, o seminário foi mais uma oportunidade para o enriquecimento da formação profissional dos alunos, pois se constituiu em um espaço para troca de experiências e intercâmbio de informações.  O evento contou com o patrocínio da CONCREMASSA, Pedreira União e o Senge BA. Também recebeu apoio da Geotest, SIKA S.A., AXIS Engenharia, IBRACON, Lannylas e Gravcort.

Políticas Públicas -  Também foram destaques no evento as políticas nacionais de Gestão de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida na Lei nº 12.305/10, e de Saneamento Básico (PNSB),  Lei nº11.445. O tema foi abordado pelo chefe de gabinete do Crea BA, engº Herbet Oliveira, que apresentou o Projeto Sanear, desenvolvido pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em cooperação técnica com o Crea BA.O projeto foi criado com o objetivo de auxiliar os municípios no atendimento ao disposto na lei 11.445, que torna imprescindível para liberação de recursos federais, a partir de dezembro de 2015, a existência de Planos Municipais de Saneamento Básico.

“Em fevereiro desse ano, o Crea-BA e a Funasa assinaram um convênio de cooperação técnica que prevê a capacitação e assessoramento técnico de 50 municípios baianos com população inferior a 50 mil habitantes. Desde então, vêm sendo realizadas atividades preparatórias para traçar as estratégias para planejar e executar as ações de comunicação, logística e os procedimentos para a elaboração dos planos”, diz Herbert.

De acordo com ele,  as visitas dos técnicos aos 50 municípios contemplados com o programa iniciaram no dia 22 de setembro. O primeiro contato tem como objetivo reunir com prefeitos, secretários e equipes e definir a composição dos comitês municipais, além de definir as contrapartidas das prefeituras e a logística para realização do trabalho.

“As prefeituras devem criar e executar os seus Planos Municipais, tanto de Gestão de Resíduos Sólidos, como de Saneamento Básico e de Mobilidade Urbana. Sabemos, no entanto, que muitas cidades não conseguem elaborá-los. As gestões municipais têm sido alertadas sobre a contratação dos profissionais de engenharia para a realização desses projetos. Além dos projetos básicos e executivos de engenharia”, fala Guimarães.

O diretor do Senge BA alerta ainda sobre a necessidade de engenheiros capacitados para a elaboração dos planos. “As instituições de ensino superior precisam dispor de uma grade curricular que  prepare engenheiros a trabalharem com esse tipo de projeto”.

Por Tanara Régis / Senge BA

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