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Riquezas do subsolo baiano são discutidas em fórum

Mineração e Metalurgia: Sustentabilidade e Desenvolvimento foi o tema do II Fórum da Agenda de Desenvolvimento Bahia. O evento, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e pelo Instituto Politécnico da Bahia, com apoio do Sindicato dos Engenheiros da Bahia, foi realizado na manhã desta quinta-feira (13), no auditório do Crea-BA e reuniu profissionais e estudantes da área de Geominas, além pesquisadores e professores.

Na abertura do evento o presidente do Crea-BA, Marco Amigo chamou atenção para o melhor procedimento da técnica, para evitar que acidentes como o da Samarco ocorram e destacou o potencial mineral baiano. “É necessário investir em planejamento para que o Estado não seja apenas produtor da matéria-prima, mas de bens e serviços para o uso social”, afirma, garantindo a qualidade da tecnologia baiana para lidar com a riqueza existente no subsolo da Bahia.

O presidente do Instituto Politécnico da Bahia, professor Caiuby Alves da Costa, ressaltou o bom momento da mineração baiana. “Este assunto não poderia deixar de ser pauta para este evento que reúne o que há de melhor na engenharia”, revela. Costa é um dos maiores articuladores da Agenda de Desenvolvimento Bahia e defensores da retomada do investimento em engenharia para o desenvolvimento do Brasil.

A vice-presidente do Senge-BA, Márcia Nori colocou a necessidade de união para que a Engenharia não perca o foco em promover o desenvolvimento do Brasil. A vice-diretora da Escola Politécnica da Ufba, Regina Ferreira, destacou a importância do encontro que ocorre num estado que está em 5º lugar no ranking nacional de bens minerais. “São gerados cerca de 17 mil empregos na região do semiárido, gerando impacto positivo social para a Bahia. A Escola está honrada em participar com pesquisa e desenvolvimento nesta área”.

Os planos de negócios da Inova Mineral foram apresentados pelo analista da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia, Rafael Senra. Ele listou as linhas de investimento, destacando a linha 4, que abrange tecnologia e processos para redução e mitigação de riscos e impactos ambientais, como a que recebeu mais projetos. “Recebemos um total de 40 planos de negócios, mas apenas 24 foram aprovados”, coloca. Nenhum baiano recebeu incentivos da Inova Mineral.

O superintendente de Estudos e Políticas Públicas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia (SDE), Reinaldo Sampaio, demonstrou que a Bahia é o estado brasileiro com maior domínio do subsolo. Destacou bens minerais como o urano, vanádio, cromo, cobre e água mineral como substâncias amplamente encontradas, principalmente no Semiárido Baiano. Ele salientou a necessidade de proteger as reservas minerais e que a complexa formação geológica baiana requer estratégia para melhorar a exploração das reservas. “A Bahia tem 167 municípios com atividade mineral em operação. Precisamos fortalecer a base técnica científica local para poder trabalhar com as riquezas do nosso subsolo”.

Para o engenheiro de minas e professor da Ufba, Gracílio Varjão, num momento de ascensão na região Oeste/Norte, este evento contribuí com o debate em favor das inovações para área tecnológica de processamento e lavra.

Empresas Minério

As atividades do turno da tarde foram iniciadas com o engenheiro de Minas e Relations Manager da Ferbasa, Carlos Henrique Temporal, que trouxe aspectos operacionais e importância da empresa no setor siderúrgico brasileiro e mundial. A Ferbasa tem importante representação no mercado da mineração por conta da extração de Cromo e Cromita, pois possui 95% das reservas brasileiras do produto, além da produção de aços inoxidáveis, onde atende 100% da produção no Brasil. Também foi destacado o modelo chinês desse âmbito da indústria como um espelho para a realidade nacional. “Olhar para a China, para as suas expressões energéticas e ambientais, e na mineração, tem um impacto interessante para outros produtores de Ferro Silício, especialmente os brasileiros”, concluiu.

O gerente industrial do grupo Paranapanema ministrou a palestra “Metalurgia do Cobre e suas aplicações”, um metal de extrema importância por conta das suas aplicações em construções sustentáveis, saúde, aquecimento de água e especialmente na condutibilidade, explorada na área de energia elétrica. Foram destacados os números da empresa em sua representação nos mercados externo e interno além dos programas de preservação ambiental e ações sociais com comunidades próximas a sede da empresa na Bahia. “Esse tipo de ação aproxima a comunidade, ouvimos os problemas e trazemos eles para trabalhar em conjunto com nossas produções”, citou.

Para o engenheiro químico Antônio Rimaci, as empresas abordadas são tradicionais e podem vir a explorar o potencial não aproveitado da mineração na indústria baiana e brasileira, criando assim uma maior movimentação na economia nacional.

O próximo fórum da Agenda Bahia de Desenvolvimento está previsto para outubro e vai tratar sobre Métodos Construtivos: Eficiência e Sustentabilidade.

Fonte: Crea-BA

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