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“Mulheres e tecnologia” foi destaque na I Secomtec

Fernanda Lima -Assessoria de Comunicação Senge Ba

A I Semana de Engenharia da Computação e Tecnologia, realizada do dia 11 a 13 de Agosto na Escola Politécnica, foi organizada pelo Centro Acadêmico de Engenharia de Computação em razão da quase inexistência de um evento que representasse o curso de Engenharia da Computação. O evento foi focado nas mulheres na engenharia e tecnologia, que apesar de serem tão capazes quanto os homens de atuar e estudar na área de computação e tecnologia recebem estímulos que dizem ao contrario.  “Acho que é preciso ter mais eventos de tecnologia focados nas mulheres para que sirvam de representatividade, então mulheres que se interessam por exatas tenham quem se inspirar e mostra que elas podem fazer o que quiserem” afirmou Renata Antunes, estudante de Engenharia da Computação da UFBA.

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Através de debates, palestras e mini cursos, os participantes  tiveram a oportunidade de ir além do que a universidade oferece,  melhorando então a qualidade de formação acadêmica e social, como o contato no Talk com Emma Pinheiro e Geisa Santos, coordenadoras do projeto Periféricas. Um coletivo que reúne os grupos PYLadies Salvador e Rails Girls Salvador, para o inicio do grupo de estudos voltado a mulheres. “Eu vi que eu tinha muita chance de chegar lá, que é possível uma mulher transgênero, como eu, estar na área de informática. Se hoje estou aqui palestrando é porque vi pessoas como a Naomi Ceder .” relatou a programadora Emma Pinheiro.  Para ela o projeto é uma forma de levar empoderamento e mostrar que todos podem trabalhar no que desejam, para isso é preciso buscar conhecimento.

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Aline Hojron, estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental, apresentou o Senge Estudante. “É um grupo formado por estudantes de Engenharia e Cursos tecnólogos, das diversas modalidades, com a proposta de estreitar os laços entre o movimento sindical e o movimento estudantil de engenharia” afirmou a Diretora do Senge Estudante. Para ela é preciso que as mulheres participem de movimentos políticos e sindicais.

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No encerramento, sábado (13), a diretora do Senge Bahia, Silvana Palmeira, participou da mesa redonda sobre Mulheres e Tecnologias juntamente com outras mulheres. A diretora ressaltou a evolução da mulher ao longo dos anos, relatou que as mulheres estão saindo das áreas ditas femininas, como costura e cozinha, estando presente hoje em engenharias, computação e matemática, áreas consideradas masculinas “Foi um evolução, porém ainda não somos respeitadas no mercado de trabalho. A luta é grande e difícil, mas precisamos continuar nela. Precisamos chegar em cargos de poder, para sermos valorizadas” afirmou Silvana.

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A mediadora da mesa, Geisa Santos, acredita que é importante a visibilidade da mulher no meio acadêmico. “Na universidade os professores não mostram referência de programadoras, a mulher é realmente invisibilizada. Quando vão para o mercado de trabalho ainda sofrem assédio moral ou sexual. “afirmou a programadora.  Graduada em Ciência da Computação, Taise Assis, que também compôs a mesa, contou sobre o evento LGBTI, onde algumas empresas de TI se reúnem para debater e discutir a lgbtfobia nos ambientes de trabalho de tecnologia, segundo Taise, é importante conversar sobre isso a fim de haver consciência dessas agressões para que a reprodução da violência não persista. “Cada mulher tem uma bagagem, por isso pra mim a revolução é intersexual, por que existem várias personalidades, não podemos focar em um estereótipo de mulher” ratificou Taise.

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