Senge-BA participa de debate sobre ensino da engenharia e desenvolvimento na Bahia | Senge Bahia
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Senge-BA participa de debate sobre ensino da engenharia e desenvolvimento na Bahia

Aconteceu na manhã de hoje (19), no auditório da Escola Politécnica da UFBA, a abertura da Fórum Agenda de Desenvolvimento Bahia – Geraldo Rocha,  que tem como objetivo de discutir a interiorização do Ensino e do desenvolvimento econômico. A abertura contou participação, entre outros, do vice-governador do Estado, João Leão que enfatizou que apenas 6% do território Baiano é responsável por 85% da arrecadação de ICMS do Estado da Bahia, o que exige do governo a promoção de ações para a criação e fortalecimento de pólos regionais de desenvolvimento.

O engenheiro Ricardo Carvalho, professor da UFBA e vice-presidente da Apub Sindicato, destacou que pauta econômica da Bahia é basicamente exportadora de uma lista restrita de commodities Agrícolas. Ainda, o Estado, nos últimos anos, seguindo a tendência nacional, está diminuindo o peso dos produtos industriais no PIB estadual. O engenheiro Ubiratan Félix, presidente do Senge-BA e também professor do Instituto Federal da Bahia, apresentou à plenária a pesquisa que o sindicato realizou juntamente ao DIEESE sobre o mercado de trabalho dos  profissionais de Engenharia no Brasil e na Bahia, mostrando que a maior parte dos cursos criados são de Engenharia Ambiental e que não existe uma correspondência com a demanda do mercado de trabalho. Acrescentou que a lógica da criação de cursos pelo setor privado de educação privilegia aqueles com baixo custo de implantação. Já as universidades públicas têm uma tendência à criação de cursos com modalidades muito especificas, em detrimento das mais abrangentes. Como exemplo, a proliferação no último período de cursos de Engenharia de Petróleo e gás no setor privado e cursos de engenharia de robótica, mecatrônica , processos e etc. “Os profissionais oriundos dos cursos específicos têm menores salários e menor empregabilidade”, alertou. Enfatizou também a existência de sobreposição de cursos das 5 universidades federais, dois institutos federais e 4 universidades baianas, onde há diversos casos de cursos concorrentes no mesmo território, prática que não potencializa o uso de forma comum dos recursos humanos e de laboratórios.

O evento continua durante toda a tarde de hoje.

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